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Transferindo arquivos SSH na prática, para iniciantes (atualizado)

Carlos E. Morimoto
19/12/2008

Como se não bastasse, o SSH permite também transferir arquivos, através do módulo SFTP, que vem ativo por padrão. Ele utiliza o mesmo túnel encriptado usado para rodar os aplicativos remotamente, garantindo a segurança da transmissão.

O SFTP utiliza a mesma porta do SSH, a porta 22, de forma que você não precisa se preocupar em deixar nenhuma outra porta aberta no firewall. Desde que o SSH esteja ativo, o SFTP também estará.

Nos clientes Linux, você pode acessar os arquivos do servidor usando o Konqueror (no KDE), ou o Nautilus (no Gnome). Se nenhum dos dois estiver disponível, é possível usar também o GFTP, que pode ser instalado usando o gerenciador de pacotes.

No Konqueror, digite "fish://", seguido pelo login e o endereço do servidor (separados por uma arroba) na barra de endereços, como em "fish://gdh@192.168.1.22". Ele exibe uma janela gráfica pedindo a confirmação da identidade do servidor (apenas na primeira conexão) e em seguida outra solicitando a senha:

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Uma dica é que você pode usar o recurso do Konqueror de separar a janela em duas (Janela > Separar a visão em Topo/Base) para facilitar as transferências de arquivos. Você pode ter então uma metade exibindo os arquivos do servidor remoto e outra exibindo os arquivos locais, podendo assim arrastar os arquivos de uma para a outra.

No Nautilus, clique em "Arquivo > Conectar ao servidor". Na janela seguinte, escolha "SSH" na opção "Tipo de serviço" e forneça o endereço do servidor e o login que será usado, no campo "Nome do Usuário". O campo com a pasta permite especificar qual pasta será acessada por padrão ao efetuar a conexão, mas ela é opcional. O campo "Porta" é usado apenas caso você tenha configurado o servidor SSH para escutar uma porta diferente da 22:

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Isso cria um ícone de acesso, que aparece tanto no desktop quanto na barra "Locais" do Nautilus. Para finalmente efetuar o acesso, você clica sobre o ícone e fornece a senha. Para encerrar o acesso, clica sobre ele com o botão direito e usa a opção "Desmontar":

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Para acessar usando o GFTP, você deve mudar a opção de protocolo (o campo do lado direito da tela) de "FTP" para "SSH2". Com isso ele automaticamente acessa o servidor na porta 22, usando o protocolo SFTP. Assim como no caso do Nautilus, só é necessário especificar a porta caso o servidor tenha sido configurado para usar uma porta diferente da 22:

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No Windows você pode utilizar o Filezilla, um cliente de FTP gráfico e bastante amigável, que inclui suporte ao SFTP. Você pode baixá-lo no http://filezilla.sourceforge.net/.

Para conectar a servidores SSH, use a opção "File > Site Manager > New Site" (os campos na tela principal servem apenas para servidores FTP).

Na tela seguinte, informe o IP do servidor, a porta (22) e a conta de acesso. Uma vez conectado, você acesso os arquivos usando a interface tradicional dos clientes de FTP, com as duas janelas, uma mostrando os arquivos locais e outra mostrando os do servidor. Para transferir arquivos, basta arrastá-los entre as duas:

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É possível também acessar os arquivos via linha de comando usando o comando "sftp usuario@servidor" (no Linux) ou o PSFTP (disponível na mesma página do Putty) no Windows. Em ambos os casos, você usa o comando "cd" para alternar entre os diretórios e os comandos "put" e "get" para transferir arquivos.

SSH no Windows SSH na prática, para iniciantes (atualizado)

Carlos E. Morimoto
19/12/2008

Continuando, existem também clientes SSH para o Windows. Além de permitirem que você acesse máquinas Linux remotamente, eles ao uma boa forma de rodar aplicativos Linux em máquinas Windows, sem precisar usar o VMware ou outro software de virtualização. Sempre que você se conecta a outra máquina usando o SSH, é aberta uma nova sessão, se forma que você pode rodar aplicativos remotamente sem atrapalhar o usuário que está usando a máquina. A única recomendação é que você use dois logins separados, já que muitos aplicativos não aceitam ser abertos duas vezes.

O cliente SSH Windows mais usado é o Putty, um programa gratuito e bastante completo, que não precisa sequer ser instalado para rodar. Basta baixar o "putty.exe" no http://www.putty.nl/ e executar o programa.

Na tela principal, forneça o endereço do servidor e clique no "Open". Ele abre um terminal solicitando o login e senha e efetua a conexão:

putty

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O Putty oferece várias opções de personalização e solução de problemas. Ao conectar a um PC com o Ubuntu ou outra distribuição que use UTF, por exemplo, você vai perceber que muitos caracteres ficam trocados. Para solucionar o problema, acesse a opção "Windows > Translation" e escolha a opção "UTF-8" no campo "Received data assumed to be in which character set".

Continuando, o terminal do Putty permite rodar comandos e qualquer aplicativo em modo texto sem limitações, mas ao tentar rodar algum aplicativo gráfico, você vai receber uma mensagem avisando que não é possível se conectar ao display:

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Isso acontece por que para ser executado, o programa precisa que um servidor X (o servidor gráfico usado no Linux e outros sistemas Unix) esteja sendo executado no cliente, o que naturalmente não é o caso do Windows.

Para solucionar o problema, precisamos instalar um servidor X. Existem diversas opções de softwares comerciais, como o Win32 (http://xwin32.dk) e o WinaXe (http://labf.com), mas uma opção muito melhor é o Xming, um software gratuito e de código aberto, disponível no:
http://www.straightrunning.com/XmingNotes/

Além do "Xming" (o pacote principal) é necessário instalar o "Xming-fonts", que contém fontes de tela usadas pelo servidor X (ele não funciona sem elas). Quando aberto, o Xming fica residente ao lado do relógio, esperando que algum aplicativo precise dele:

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Para usá-lo em conjunto com o Putty, marque (no Putty) a opção "Connection > SSH > X11 > Enable X11 X11 forwarding" (sem colocar nada no campo "X display location"). Isso faz com que o Putty encaminhe todas as requisições gráficas para o Xming, permitindo que os aplicativos gráficos rodem normalmente, mesmo no Windows! Os aplicativos rodam normalmente, com a mesma aparência. A única diferença visível é que eles passam a usar a decoração de janela do Windows:

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Se você se conecta sempre nas mesmas máquinas, você pode também usar o Xming para criar ícones no desktop, que abram os aplicativos gráficos diretamente. Para isso, use o Xlaunch, que faz parte do pacote.

Na tela inicial, use a opção "Multiple windows" (que faz o programa rodar em sua própria janela, como se fosse um aplicativo nativo) e na segunda marque a opção "Start a program":

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Na terceira janela (a mais importante) vai o comando para abrir o programa desejado, o endereço do servidor, o login e a senha. Marque a opção "Using Putty (plink.exe)", que usar o próprio cliente SSH incluído no Xming. Na tela final, use o botão "Save configuration" para criar o atalho (existe uma opção para salvar a senha, mas ela não é muito recomendável, pois a salva em texto puro dentro do arquivo):

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Além de criar atalhos para um ou dois programas específicos, você pode criar um para abrir um terminal ("gnome-terminal", "konsole", "xterm" ou outro), que pode então ser usado para abrir outros programas desejados. É uma boa forma de impressionar os amigos, já que a maioria não vai saber explicar como é que você está conseguindo rodar aplicativos Linux dentro do Windows, sem usar o VMware:

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Problemas comuns SSH na prática, para iniciantes (atualizado)

Carlos E. Morimoto
19/12/2008

O SSH possui vários mecanismos de segurança, que tornam praticamente impossível capturar os dados transmitidos durante a conexão. Isso faz com que ele seja a ferramenta de acesso remoto mais usada no mundo. Por outro lado, os sistemas empregados podem complicar um pouco as coisas em diversas situações. Vamos a alguns problemas comuns que podem ser rapidamente solucionados.

A primeira dica é que, para rodar aplicativos gráficos, você deve se logar usando diretamente o usuário desejado. Se você quer rodar algum utilitário como root, você deve logar-se diretamente como root, como em:

# ssh root@servidor

Lembre-se de que no Ubuntu/Kubuntu e distribuições derivadas deles é necessário primeiro definir uma senha para o root usando o comando "sudo passwd" antes de conseguir se logar:

$ sudo passwd

Se você se logar usando um login e depois mudar para o root (ou outro login qualquer) usando o "su", as permissões de acesso ao ambiente gráfico não são atualizadas, de forma que os aplicativos gráficos deixam de funcionar. Uma solução é instalar o pacote "sux" e passar a usar o comando no lugar do su. O "sux" atualiza as permissões do ambiente gráfico, solucionando o problema.

Algumas distribuições, como o Ubuntu e o Slackware desativam (no cliente) o uso de aplicativos gráficos por padrão. Nesses casos, você deve adicionar o parâmetro "-X" no comando de conexão, como em:

$ ssh -X usuario@servidor

Se você estiver tentando se logar no servidor como root e ele teimar em recusar a senha (que você sabe estar correta), é provável que a distribuição usada venha configurada para recurar os logins como root por padrão. Nesse caso, logue-se usando um login de usuário, use o comando "su -" (ou o sux) para se logar como root e abra o arquivo "/etc/ssh/sshd_config" (que é o principal arquivo de configuração do servidor SSH), usando um editor de texto, como em:

# mcedit /etc/ssh/sshd_config

(o editor mcedit faz parte do pacote "mc")

Dentro do arquivo, procure pela linha "PermitRootLogin no" e substitua o "no" por "yes" por:

PermitRootLogin yes

Salve o arquivo e reinicie o servidor SSH (ainda logado como root) usando o comando "/etc/init.d/ssh restart" para que a alteração entre em vigor.

Ao conectar, o SSH verifica a identificação do servidor remoto (comparando com a chave que ele grava ao efetuar a primeira conexão) e aborta a conexão caso o servidor tenha sido substituído por outra máquina. Isso evita que alguém mal intencionado consiga roubar sua senha ao substituir o servidor por outra máquina configurada para usar o mesmo endereço:

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O problema é que isso também acontece quando você reinstala o sistema ou troca o servidor por outra máquina. Nesse caso, é necessário apagar a chave antiga manualmente. Para isso abra o arquivo ".ssh/know_hosts" que fica dentro do seu diretório home (no cliente), usando qualquer editor de texto e apague a linha que começa com o endereço do servidor:

$ kedit ~/.ssh/know_hosts

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SSH na prática, para iniciantes (atualizado)

Este é um tutorial básico e prático sobre o SSH, que ensina como acessar máquinas Linux remotamente, rodar aplicativos gráficos e solucionar problemas. Ele inclui também detalhes de como usar o SSH no Windows, inclusive usando-o para rodar aplicativos gráficos. O SSH é a ferramenta de administração remota mais segura e também a mais usada no mundo Linux.Carlos E. Morimoto
19/12/2008

O SSH é uma ferramenta de acesso remoto bastante poderosa, que permite acessar máquinas Linux remotamente de forma segura. Ele se baseia no uso de criptografia assimétrica para criar um túnel seguro onde são transmitidos os dados, garantindo a segurança mesmo em casos onde a transmissão pode ser interceptada, como no caso de uma rede wireless sem encriptação.

As chaves assimétricas são um sistema muito interessante, onde temos um par de chaves em vez de uma única chave simétrica. Uma (a chave pública), permite apenas encriptar dados, enquanto a segunda (a chave privada) permite desencriptar as informações embaralhadas pela primeira. O grande segredo é que qualquer informação embaralhada usando a chave pública pode ser recuperada apenas usando a chave privada correspondente. Como o nome sugere, a chave pública pode ser distribuída livremente, pois serve apenas para gerar as mensagens encriptadas, sem permitir lê-las posteriormente. Quando você se conecta a um servidor SSH, seu micro e o servidor trocam suas respectivas chaves públicas, permitindo que um envie informações para o outro de forma segura.

Instalar o servidor SSH é bastante simples, basta instalar o pacote "openssh-server" usando o gerenciador de pacotes. No Ubuntu, por exemplo, você usaria:

$ sudo apt-get install openssh-server

A partir daí, você pode acessar a máquina remotamente a partir de outras máquinas Linux usando o comando "ssh", seguido do login usuário (na máquina remota) e o endereço, como em:

$ ssh gdh@192.168.1.192

Da primeira vez que fizer a conexão, ele exibe um aviso, confirmando a identificação do servidor. Depois de fornecer a senha a conexão é efetuada e você obtém um prompt de comando da máquina remota. A partir daí, todos os comandos são executados na outra máquina. A sua passa apenas a exibir a saída de texto, funcionando como um terminal remoto:

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No Linux, todos os aplicativos podem ser chamados via linha de comando. Quase sempre, o comando é o próprio nome do aplicativo, como em "firefox", "konqueror", "nautilus" e assim por diante. Experimente abrir alguns programas; você verá que eles são exibidos na sua máquina local, muito embora estejam sendo executados na outra máquina. O uso de aplicativos gráficos funciona muito bem (permitindo que você use o SSH como um sistema de terminal server) via rede local e pode até mesmo ser usado via internet, embora nesse caso a velocidade de atualização seja muito baixa:

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Você logo perceberá que ao abrir qualquer aplicativo, ele bloqueia o terminal, impedindo que você abra outros antes de finalizá-lo. Para evitar isso, edicione um "&" no final do comando, como em:

$ firefox &

Isso faz com que ele rode em segundo plano. O terminal ainda exibirá algumas mensagens de erro e avisos relacionados ao aplicativo, mas é melhor do que ficar inteiramente bloqueado.

Para fechar a conexão com o servidor, pressione "Ctrl+D" no terminal, ou use o comando "exit". (ela é também automaticamente encerrada se você fechar o terminal). Se você quiser apenas encerrar o aplicativo atual, pressione "Ctrl+C".

Temas e plugins Mais um tutorial sobre o WordPress

Carlos E. Morimoto
24/12/2008

Para instalar novos temas, acesse o http://themes.wordpress.net/ e descompacte os arquivos dos temas desejados dentro da pasta "wp-content/themes/" dentro do diretório de instalação. Isso fará com que eles apareçam dentro da seção "Design/Themes" do painel de administração.

Os temas nada mais são do que um conjunto de arquivos .php, contendo templates das páginas que serão exibidas e um ou mais arquivos .css, contendo a declaração dos estilos. Você pode editar os arquivos diretamente, fazendo as alterações desejadas. Para incluir as tags do Google Analytics, por exemplo, você editaria o arquivo "footer.php" dentro da pasta do tema. Você perceberá que assim que o arquivo é salvo, a tag passa a ser enviada aos clientes.

Caso o usuário do Apache tenha permissão de escrita para a pasta "wp-content/themes", você poderá editar os temas também através da opção "Design" do painel de administração. Outra dica é que você só conseguirá incluir imagens nos posts se o usuário do Apache tiver permissão de escrita para a pasta "wp-content/uploads", onde elas são armazenadas. A forma mais simples de assegurar isso é simplesmente transferir a posse de ambas as pastas para o usuário do Apache, como em:

# mkdir -p /var/www/wordpress/wp-content/uploads
# chown -R www-data:www-data /var/www/wordpress/wp-content/uploads

Além dos temas, o WordPress possui um volume muito grande de plugins, que permitem adicionar funções diversas. Assim como no caso do Firefox, os plugins podem ser desenvolvidos por qualquer um, o que faz com que eles variem bastante em termos de qualidade e de utilidade. Você encontra um diretório com os plugins disponíveis no: http://wordpress.org/extend/plugins/.

O procedimento básico para a instalação de plugins é descompactar o arquivo, copiar o arquivo .php ou a pasta correspondente para dentro da pasta "wp-content/plugins/" (dentro do diretório do WordPress) e, em seguida, ativar o plugin através da opção "Plugins" do painel de administração. Entretanto, existem casos de plugins que precisam de configurações adicionais, por isso é sempre importante dar uma olhada no arquivo read-me dentro do pacote antes de instalar.

Alguns plugins importantes são:

Akismet: O spam é um problema cada vez mais grave também nos blogs, onde boots automatizados postam comentários com links para sites externos com o objetivo de obter visitas e pagerank. O Akismet utiliza uma base de dados centralizada para identificar e remover os spams automaticamente. Ele é tão usado que já vem pré-instalado nas versões recentes do WordPress.

Para ativá-lo, é necessário criar uma conta gratuita no WordPress (o que dá direito a uma licença de uso válida mesmo para blogs e sites hospedados externamente) e informar sua chave API (informada dentro do seu profile do WordPress) ao ativar o plugin. Existe também a opção de aderir a um dos planos pagos, destinados a blogs monetizados, que geram mais de US$ 500 mensais com anúncios.

Permalinks: O permalinks (links permanentes) começou como um plugin mas ele foi logo incorporado como um recurso nativo do sistema. Ele permite definir a estrutura de links de acesso aos posts do site, configurável através da opção "Settings > Permalinks" dentro do painel de administração.

O default do WordPress é utilizar números como identificadores, o que faz com que os posts fiquem acessíveis através de URLs como "http://meusite/?p=1567". Se você preferir que eles fiquem acessíveis através dos nomes, como em "http://meusite/?p=otimizando-o-apache", marque a opção "Custom Structure" e use a variável "/%postname%/" como identificador.

Os links permanentes são criados através de regras de redirecionamento, que devem ser colocadas dentro do arquivo .htaccess, no diretório raiz onde o WordPress está instalado. Se o usuário do Apache tiver permissão de escrita para a pasta do WordPress, o arquivo será criado automaticamente, caso contrário, você precisará criá-lo manualmente, colando o texto mostrado no campo inferior da tela de administração:

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Para usar o recurso de links permanentes é necessário que o mod_rewrite esteja ativo no servidor. Ele é simples de ativar, veja detalhes a seguir, no tópico sobre módulos do Apache.

WP Google Analytics: Embora você possa adicionar a tag do Google Analytics diretamente ao arquivo footer.php, ou outro dos arquivos dentro da pasta com os arquivos do tema usado, existem diversas extensões destinadas a automatizar a inserção das tags e refinar o processo, evitando que sejam contados os acessos feitos à área administrativa, por exemplo.

O WP Google Analytics é um dos melhores dentro da categoria. Ele pode ser baixado no: http://xavisys.com/wordpress-google-analytics-plugin/.

Para instalá-lo, basta descompactar o arquivo, copiar o "wp-google-analytics.php" para dentro da pasta "wp-content/plugins/" e ativar o plugin através do painel de administração. Uma vez ativado o plugin, será criada a aba "Google Analytics" dentro da seção "Options" do Painel de administração, onde você deve incluir a tag de rastreamento.

Traduções: Finalmente, temos os pacotes de traduções, disponíveis no http://codex.wordpress.org/WordPress_in_Your_Language.

Os pacotes de traduções nada mais são do que arquivos com a extensão .mo, que incluem traduções para todas as variáveis de texto usadas no WordPress. Para instalar um pacote de tradução, basta descompactar o arquivo e copiar a pasta "languages" para dentro da pasta "wp-includes" (dentro do diretório de instalação do WordPress) no servidor. Se você instalou o pacote com a tradução para o Português do Brasil, por exemplo, o arquivo será o "wp-includes/languages/pt_BR.mo".

O próximo passo é ajustar a configuração do WordPress para que ele utilize o pacote que acabamos de instalar. Para isso, abra o arquivo "wp-config.php" (o mesmo onde vai a configuração do banco de dados) e modifique a linha "define ('WPLANG', '');", especificando o código da lingua, como em:

define ('WPLANG', 'pt_BR');

Você pode também baixar diretamente o pacote com a versão traduzida do WordPress no http://br.wordpress.org/.

Uma observação importante é que as traduções são aplicadas por padrão apenas ao painel administrativo e ao tema default do WordPress. Temas adicionais normalmente não utilizam as traduções, de forma que você acaba precisando traduzir manualmente, editando os arquivos .php dentro da pasta "wp-content/themes/nome-do-tema/".

Mais uma dica é que para que a função de envio de e-mails (usada para enviar as notificações de registro dos usuários, senhas perdidas, avisos de posts e assim por diante) funcione, é preciso que o servidor disponha de um servidor de e-mails.

Nas distribuições derivadas do Debian, você pode resolver o problema rapidamente instalando o Postfix:

# apt-get install postfix

Com a configuração padrão, o servidor poderá ser usado apenas através da interface de loopback, permitindo que o WordPress e outros sistemas instalados localmente possam enviar e-mails, mas mantendo o servidor fechado para acessos externos. Para confirmar isso, abra o arquivo "/etc/postfix/main.cf" e verifique a presença da linha:

mynetworks = 127.0.0.0/8

Ela especifica justamente os endereços que terão permissão para enviar e-mails. O "127.0.0.1/8" é bem específico, permitindo apenas o localhost. Como no nosso caso o servidor será usado apenas para enviar e-mails e não para receber, você pode também fechar a porta 25 no firewall, minimizado os riscos.

Mais um tutorial sobre o WordPress

Hoje em dia, tutoriais sobre o WordPress são tão comuns que se você atirar uma pedra em uma árvore caem dois ou três. Para seu desespero, aqui está mais um tutorial sobre ele. Pode ser que ele finalmente lhe ajude a entender como tudo funciona, ou pode ser que seja apenas mais um. De qualquer forma, você só vai saber depois de ler... :)Carlos E. Morimoto
24/12/2008

O WordPress é mais conhecido pelo serviço de hospedagem de blogs disponível através do http://wordpress.com, mas ele é na verdade um gestor de conteúdo de uso geral, que pode ser instalado em qualquer servidor com suporte a PHP e MySQL. Por ser licenciado sob a GPL, todo o código fonte está disponível e pode ser personalizado livremente.

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Você pode instalá-lo até mesmo em casa, para brincar e testar as funções, precisa apenas ter um servidor LAMP pré-configurado. Se você não sabe do que estou falando, aqui vai a explicação resumida:

    O Apache continua fornecendo apenas paginas html estáticas. Sempre que for solicitada uma página em PHP ou outra linguagem, entra em ação o módulo apropriado, que faz o processamento necessário e devolve ao Apache a página html que será exibida. Entram em ação então os gestores de conteúdo e fóruns, que combinam os recursos do PHP com um banco de dados como o MySQL, acessado através dele. A combinação de tudo isso forma a solução que é popularmente chamada de "LAMP" (Linux Apache MySQL PHP).

Você pode ver detalhes sobre a configuração do servidor no meu tutorial anterior: http://www.guiadohardware.net/tutoriais/configurando-servidor-lamp/

A possibilidade de rodar o WordPress em seu próprio servidor é interessante não apenas se você está interessado em usar o sistema em seu próprio site ou em algum site que administra, mas também para empresas de hospedagem em geral, que podem oferecer a instalação e a administração do gestor de conteúdo como um serviço adicional. Você pode baixar o pacote de instalação no: http://wordpress.org/.

Para instalar, copie o pacote para a pasta de arquivos do servidor web e descompacte-o usando o comando "unzip" (se ele não estiver disponível, instale o pacote "unzip" usando o gerenciador de pacotes), como em:

$ unzip latest.zip

Isso criará a pasta "wordpress" dentro da pasta onde o arquivo foi descompactado, criando a url "http://servidor/wordpress". Se você quiser que o gestor fique disponível em outra pasta do servidor, basta renomeá-la antes de continuar, usando o comando mv, como em:

# mv wordpress blog

Se preferir que ele fique disponível através da URL raiz do site, mova todos os arquivos de dentro da pasta para o diretório raiz do site.

Assim como o phpBB, o WordPress precisa de uma base de dados e de um usuário de acesso ao servidor MySQL. Você pode adicioná-los rapidamente através do prompt do MySQL, usando os comandos que vimos anteriormente:

$ mysql -u root -p

mysql> CREATE DATABASE wordpress;
mysql> GRANT ALL ON wordpress.* TO wordpress IDENTIFIED BY '2nMaqPvg';
mysql> FLUSH PRIVILEGES;

O próximo passo é ajustar a configuração do WordPress para que ele utilize a base de dados criada. Para isso, o primeiro passo é acessar a pasta raiz e renomear o arquivo "wp-config-sample.php" para "wp-config.php", como em:

$ cd wordpress
$ mv wp-config-sample.php wp-config.php

Abra o arquivo usando um editor de textos qualquer e ajuste as opções referentes ao banco de dados, adicionando a base de dados, o usuário e a senha criados:

// ** MySQL settings ** //
define('DB_NAME', 'wordpress'); // The name of the database
define('DB_USER', 'wordpress'); // Your MySQL username
define('DB_PASSWORD', '2nMaqPvg'); // ...and password
define('DB_HOST', 'localhost'); // 99% chance you won't need to change this value
define('DB_CHARSET', 'utf8');
define('DB_COLLATE', '');

A opção "DB_HOST" indica o endereço do servidor MySQL usado. Salvo casos em que você está usando servidores separados para a função de servidor web e banco de dados, usamos o "localhost" ou o "127.0.0.1" que orientam o sistema a contatar um servidor MySQL rodando na mesma máquina.

Uma curiosidade é que o arquivo "wp-config.php" fica com permissão de leitura para todos. Entretanto, se você tentar acessá-lo diretamente pelo navegador (http://meu-site/wordpress/wp-config.php), ou tentar baixá-lo a partir de outra máquina usando o wget (ou outro gerenciador de downloads), vai perceber que o sistema entrega sempre um arquivo vazio, em vez de exibir as senhas. Isso acontece porque, devido à extensão ".php", o servidor web sempre processa o arquivo usando o interpretador PHP, sem exibí-lo diretamente. Uma função PHP dentro do arquivo se encarrega então de mostrar a página em branco em vez de exibir as informações de configuração.

Continuando, depois de configurar o arquivo, basta concluir a instalação acessando via navegador o script "wp-admin/install.php" dentro da pasta de instalação do WordPress, como em "http://meudominio/wordpress/wp-admin/install.php" ou "http://meudominio/wp-admin/install.php".

O instalador pergunta apenas o título do blog e seu e-mail de contato. Ao clicar no "Install WordPress" a instalação é concluída de forma automática:

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A partir daí, os demais passos são feitos através da interface de administração do WordPress, disponível através da pasta "wp-admin" dentro do diretório de instalação, como em "http://meudominio/wordpress/wp-admin/". Basta se logar usando a senha gerada durante a instalação:

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Tirando o máximo do Nokia 6120, E51 e 6220

Continuando o tutorial anterior, vamos às dicas de como usar todos os recursos de três smartphones de baixo custo da linha atual: o 6120 Classic (que já recebeu uma análise anteriormente), o E51 e o 6220 Classic, que apesar das diferenças, oferecem o mesmo conjunto de recursos básicos. Se você acha que eles são modelos simples, que oferecem apenas recursos básicos, vai se surpreender. Carlos E. Morimoto
26/12/2008

O 6120 Classic é um dos smartphones com suporte a 3G mais leves e mais baratos que estão disponíveis no mercado. Isso faz com que ele sirva como um bom denominador comum para mostrar os recursos disponíveis em outros smartphones da Nokia com o S60, já que todos os outros aparelhos atuais oferecem os mesmos recursos disponíveis no 6120, junto com mais alguns.

Estas dicas se aplicam também a modelos como o 6220 Classic e o E51, que fazem tudo que o 6120c faz e oferecem recursos adicionais. Originalmente, eles são mais caros, mas com a variação dos preços e as promoções das operadoras, a diferença pode ser pequena, de forma que a escolha recai muitas vezes sobre as condições no momento da compra.

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Vamos então às dicas de como explorar melhor os recursos oferecidos por eles, começando com o resumo dos pontos positivos e negativos do 6120c:

Pontos positivos: Um dos aparelhos mais leves e baratos da linha atual, processador relativamente poderoso, suporte a HSDPA, baseado no S60 3ed. FP1, câmera prática de usar.

Pontos negativos: Tela de 2", pouca memória RAM disponível, teclado numérico com teclas apertadas, baixa autonomia de bateria, sem Wi-Fi, sem GPS. Mais frágil e com acabamento inferior em relação a outros modelos da Nokia.

Se você optasse por um E51 ou um 6220, teria as seguintes vantagens em relação ao 6120:

E51: Construção mais sólida e acabamento melhor, suporte a Wi-Fi, o dobro de memória RAM e Flash, conjunto mais completo de aplicativos, incluindo o suporte a edição de documentos do Office.

6220 Classic: Câmera muito melhor, receptor GPS integrado, o dobro de memória RAM e Flash.